Histórias do Moinho

Com a coragem de fazer o que nunca foi feito, o Governo do Estado de São Paulo abriu uma nova porta para os moradores da Favela do Moinho. Em abril de 2025, o Estado iniciou uma das ações sociais mais relevantes dos últimos anos: o reassentamento das famílias que vivem no local. A iniciativa marca o resgate da dignidade de 880 famílias que, por décadas, viveram expostas a riscos constantes, desde condições sanitárias precárias, doenças infecciosas e a presença de animais peçonhentos, até o permanente perigo de incêndios, confinadas entre duas linhas de trem e sob a influência do crime organizado.

Enfrentar esse cenário exigiu coragem e determinação para romper um ciclo histórico de insalubridade e vulnerabilidade. Com diálogo, construção de confiança e a perspectiva concreta de uma vida melhor, o Governo de São Paulo vem transformando a história das famílias do Moinho. Pouco mais de seis meses depois, cerca de 700 famílias já deixaram a Favela. Centenas de famílias já foram realocadas em suas moradias definitivas; as demais recebem R$ 1,2 mil de auxílio-moradia enquanto escolhem, com autonomia, o imóvel que melhor se adapta às suas necessidades e expectativas.


O compromisso é claro: garantir que todas as famílias tenham um teto seguro, estável e digno. E as mudanças não param por aí. O terreno que um dia abrigou a Favela do Moinho está prestes a se transformar em um novo espaço de convivência, com um parque público e uma estação de trem que vão levar movimento e novas oportunidades ao centro de São Paulo. Porque mudar a realidade exige mais que vontade, exige coragem. São Paulo são todos.

Letícia Gama

Francisca de Lima

Angelo dos Santos

Maria Aparecida

O início, os desafios e a virada de página

1949

Surge o Moinho Central, um marco da indústria paulistana.

Anos 1980 e 1990

Com a desativação da fábrica e a falta de uso da área, começam as primeiras ocupações familiares.

2011 e 2012

Dois incêndios graves expõem a urgência de uma solução definitiva e segura para quem vivia no local.

CDHU em campo: diálogo, planejamento e proximidade

Novembro de 2023

O Governo de São Paulo solicita ao Governo Federal a cessão da área, abrindo caminho para o reassentamento e para a futura criação de um parque público.

Agosto de 2024

Primeira visita técnica da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) para reconhecimento territorial. A partir daí, 13 reuniões com a comunidade fortalecem o diálogo e preparam o caminho para as ações de campo.

Outubro/novembro de 2024

A CDHU conclui o cadastramento das famílias, etapa essencial para garantir atendimento social responsável e transparente.

Janeiro de 2025

Um escritório de atendimento é inaugurado na Rua Barão de Limeira. Antes mesmo das remoções, mais de 2 mil atendimentos individuais reforçam vínculos, esclarecem dúvidas e constroem confiança.

Um novo começo para quem mais precisa

22 de abril de 2025

O Governo de SP inicia oficialmente o reassentamento voluntário, conduzido com suporte social e técnico da CDHU.

24 de abril

Estado e Prefeitura anunciam indenizações aos comerciantes, garantindo que ninguém fique para trás na transição.

7 de maio

Mais de 100 famílias reassentadas com acompanhamento permanente.

27 de maio

Parceria da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) + Sebrae-SP capacita moradores e comerciantes: 4 mil vagas em cursos de gestão e empreendedorismo.

27 de junho

Decreto federal autoriza oficialmente a cessão da área ao Estado.

22 de julho

Com 440 mudanças realizadas, metade da área está desocupada em apenas três meses — um marco de eficiência.

22 de agosto

Início do pagamento das indenizações aos comerciantes, consolidando uma transição segura e digna.

Segurança, ordem e continuidade

8 de setembro de 2025

Ação conjunta do MP e da Polícia Militar combate o tráfico na região, garantindo segurança às famílias e às equipes da CDHU.

13 de outubro

Decreto estadual autoriza oficialmente a SDUH a receber a área.

14 de outubro

Audiência na Justiça Federal confirma a legalidade das demolições e determina presença permanente da PM para dar segurança aos moradores que ainda estão no Moinho e evitar novas invasões.

Resultados que já transformaram vidas

7 de novembro de 2025

Com coragem, o projeto avança. A CDHU já assinou e encaminhou contratos com a maioria das famílias. Centenas já vivem em suas moradias definitivas. Com cerca de 700 mudanças concluídas, 80% das famílias já deixaram o antigo Moinho e iniciaram um novo ciclo, seguro, digno e cheio de possibilidades.